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1. Nunca use
apenas um método de treinamento, e muito menos uma única
forma ou sistema de treinamento.
2. As cargas de treinamento não são sempre
crescentes havendo momentos de intensidade mais elevados e outros
menos.
3. O treinamento de força que visa hipertrofia é
repetido via de regra no máximo duas vezes por semana o trabalho
para cada grupo muscular.
4. Os intervalos para recuperação são muito
importantes no desenvolvimento da força e da hipertrofia,
portanto não devem ser modificados, quando acontecer corre-se
o risco de atingir objetivos diversos e em alguns casos não
adequados ao objetivo pessoal.
5. Variar sempre os exercícios é bastante motivante,
mas toda e qualquer modificação do treinamento deve
seguir um controle e por meio de anotações em fichas,
porque só desta forma é que se faz consciente o controle
para futuras e evolutivas modificações.
6. Por questões ligadas á saúde como
um todo os trabalhos cardiovasculares, de flexibilidade e resistência
de força muscular devem ser estimulados juntamente com o
desenvolvimento da força e ou hipertrofia.
7. Treinamento excessivo visando a endurance cardiovascular
(resistência) inibem o desenvolvimento da força, da
velocidade de contração muscular e hipertrofia.
8. A segurança é o mais importante em um treinamento,
qualquer risco que se faça presente deve ser eliminado.
9. O uso de cinturões deve ser estimulado apenas para
os treinamentos com cargas elevadas e nos exercícios de maior
risco - agachamentos , roscas, desenvolvimentos em pé, arranco
e arremesso, remadas curvas e sentadas etc. o indivíduo não
deve permanecer com o cinturão apertado após a execução
do exercício este ato produz elevações na tensão
arterial.
10. A ajuda de terceiros para a realização
de movimentos, é necessária em muitos exercícios
com altas cargas. Deve-se tomar cuidado em não estimular
a dependência e a falta de confiança que é gerada
por esta atitude, se a mesma for cotidiana ou regular.
11. O aquecimento é um meio bastante eficaz e estimulador
para a realização dos exercícios, o mesmo não
deve deixar de ser executado, principalmente nos dias de menor temperatura
ambiente.
12. A alimentação é parte crucial para
o alcance de altas performance de força e hipertrofia, assim
como o repouso adequado. É sempre melhor procurar um nutricionista
para avaliar a dieta do ponto de vista a maximizar o rendimento
e absorção dos nutrientes.
13. O uso de substâncias que promovam anabolismo de
forma antinatural não é recomendado por profissionais
competentes e sérios. Portanto qualquer que seja a recomendação
feita por pessoas fora do âmbito da medicina não deve
ser utilizada ou levada a sério.
14. Qualquer dor e ou mal estar deve ser relatada ao professor
e caso persista o aluno deve ser encaminhado para a realização
de exames visando um diagnostico mais aprofundado e realizado por
profissional da medicina.
15. O treino realizado intuitivamente por muitos indivíduos
não pode ser desprezado, o mesmo pode dar suporte a uma metodologia
mais apurada e cientifica de treinamento caso seja pesquisada.
16. A hidratação é fundamental para
o desempenho e portanto não deve o indivíduo ficar
sem água e ou líquidos similares destinados a reidratação.
17. Treine no máximo durante 4 a 6 semanas com a mesma
forma de esforço.
18. Divida seu treino em períodos ou blocos semanais,
mensais e anuais. Como especificado abaixo :
Organização
básica de um treinamento de musculação
|
Metodologia
de Treinamento
|
|
Período
de Treinamento
|
Semanas
para Treinamento
|
Qualidade
Física Objetivada
|
Percentual
de Carga
|
|
Básico
|
4
a 8
|
Endurance
Muscular
|
40%
a 49% ou 50% a 59%
|
|
Adaptativo
|
4
a 8
|
Resistência
de força muscular
|
50%
a 59%
|
|
Específico
|
4
a 12
|
Endurance,
resistência, força, hipertrofia*
|
de
40% até 100%
|
|
Transição**
|
2
a 4
|
Resistência
de força muscular
|
50%
a 59%
|
*A hipertrofia muscular
não deve ser classificada como valência ou qualidade
física, por ser uma compensação ou adaptação
fisiológica provocada por períodos prolongados de treinamento
de força. Por motivos didáticos, o termo hipertrofia
foi incluído na divisão do presente quadro.
**O período de transição é estimulado
quando há uma queda ou estabilização do rendimento
nos trabalhos que visam o desenvolvimento da força. Comumente
não é realizado nenhum período de transição
nos trabalhos visando o desenvolvimento da resistência de força
muscular ou endurance, quando existir, as modificações
deverão incidir sobre o volume do treinamento.
As cargas (pesos) de treinamento no período de transição,
devem estar sempre acima daquelas que foram utilizadas durante o período
básico. Os pesos são equivalentes à 40% a 49%
ou 50% a 59% da força máxima atual. O Ideal é
utilizar cargas em torno de 50% a 59% como força de treinamento,
principalmente quando o período básico foi iniciado
com um percentual de carga de 50% a 59% da força máxima
atual.
|
Macrociclo
Anual
|
Modificar
|
|
Período
|
Semana
|
Microciclo
|
Mesociclo
|
Volume
|
Intensidade
|
Série
|
|
Básico
|
1*
e 2*
|
I
|
I
|
|
|
|
|
3*
e 4*
|
II
|
x
|
|
|
|
Adaptativo
|
1*
a 4*
|
I
|
II
|
|
x
|
|
|
Específico
|
1*
a 4*
|
I
|
III
|
|
x
|
x
|
|
5*
a 8*
|
II
|
x
|
|
|
|
9*
a 12/
|
III
|
|
x
|
|
|
Transição
|
1*
e 2*
|
I
|
IV
|
x
|
x
|
x
|
|
3*
e 4*
|
II
|
x
|
|
|
|
Volume
: numero de treinos semanais, numero de grupos por serie
e numero de exercícios.
Intensidade : percentual de cargas ou pesos, intervalo
de recuperação e velocidade de execução.
Série : é a seqüência dos exercícios.
|
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